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Abraços protegem contra estresse, infecções, gripe e depressão, diz estudo

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Aumento da frequência de abraços reduz efeitos nocivos do estresse

Aumento da frequência de abraços reduz efeitos nocivos do estresse

(Da redação original do UOL)

Além de ser uma demonstração de afeto, o abraço também é capaz de prevenir doenças relacionadas ao estresse e diminuir a susceptibilidade de contrair infecções, segundo um novo estudo publicado nesta quarta-feira (17) na Psychological Science.

Um time de pesquisadores da CMU (Universidade Carnegie Mellon, sigla em inglês), em Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), liderados pelo professor de psicologia da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da CMU Sheldon Cohen, testaram se abraços funcionam como uma forma de “apoio social” e se a frequência de abraço seria capaz de proteger as pessoas de infecções associadas ao estresse, resultando em sintomas mais brandos de doenças. Pesquisas anteriores já mostraram que o estresse torna as pessoas mais suscetíveis a ficarem doentes.
Leia a matéria completa na FONTE:
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2014/12/19/abracos-protegem-contra-estresse-e-infeccoes-afirma-estudo.htm

Homem recolhia bebês abortados para os sepultar, mas depois descobriram sua verdadeira intenção

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Homem recolhia bebês abortados para os sepultar, mas depois descobriram sua verdadeira intenção

O aborto é um assunto muito polêmico, mas a verdade é que mulheres do mundo inteiro, pelas mais variadas razões, continuam a se desfazer dos filhos. O homem que se segue não conseguiu ficar indiferente a essa situação, e resolveu fazer algo muito comovente.

Em 2001, um vietnamita chamado Tong Phuoc Phuc foi para o hospital com a esposa grávida, alguns dias antes de o filho nascer. Enquanto lá esteve, ele reparou que muitas mulheres gestantes entravam na sala de operações, mas saiam de lá sem os bebês. Ele ficou intrigado: “O que está acontecendo aqui?”. Quando ele descobriu a razão, não conseguiu conter as lágrimas…

Elas estavam lá para abortar e não para dar à luz. O homem ficou muito triste ao pensar que aquelas crianças estavam sendo privadas do direito à vida. Foi aí que ele resolveu fazer algo emocionante.

O antigo trabalhador da construção civil perguntou se podia levar os corpos dos recém-nascidos para sepultar. Depois, ele comprou um terreno, com as suas escassas economias, e fez um cemitério para os fetos.

 Facebook - Tong Phuoc Phuc
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Tong já faz isso há 15 anos, e, desde o ínicio, já sepultou mais de 10.000 bebês. Mas a verdadeira intenção desse homem não era dar um enterro digno aos recém-nascidos…

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O cemitério que ele fez tinha como objetivo sensibilizar as grávidas que estivessem na dúvida se queriam abortar ou não. Muitas mulheres foram pedir conselhos e ajuda ao vietnamita. Para além de ele honrar a memória das falecidas crianças, também ajudava futuras vidas!

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E o que é que acontecia com aquelas pessoas que não tinham posses para cuidar dos filhos? Ele adotava as crianças, até que as mães pudessem voltar a ficar com elas. Se isso não fosse possível, ele próprio as educava e criava.

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Atualmente, Tong dá abrigo a mais de 100 crianças. Como são muitos nomes para decorar, ele resolveu chamar todas as meninas de Coração, e os meninos de Honra. Ele cuida de todos eles como se fossem filhos biológicos…

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“Continuarei esse trabalho até o dia que morrer, e espero que meus filhos continuem a fazer o mesmo quando já não estiver no mundo”.

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Esse homem é a prova de que o verdadeiro pai nem sempre é de sangue, mas sim de coração. Compartilhe se concorda!

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FONTE: http://historiascomvalor.com/homem-recolhia-bebes-abortados-para-os-sepultar-mas-depois-descobriram-sua-verdadeira-intencao/

Como sair do ódio (Jacques Rancière)

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Arnaldo V. Carvalho

https://i.ytimg.com/vi/oUTHDo_hhe0/hqdefault.jpgGuerra ou política? Segundo Jacques Rancière, a política passa longe das artimanhas jurídicas e institucionais da política de gabinete. É uma forma de ação e de subjetivação coletiva que constrói um mundo em comum, no qual se inclui também o inimigo. A ação política cria identidades não-identitárias, um “nós” aberto e inclusivo que reconhece e fala de igual para igual com o adversário. A guerra, pelo contrário, tem como protagonista fundamental formações identitárias fechadas e agressivas (sejam elas éticas, religiosas ou ideológicas) que negam e excluem o outro do mundo partilhado. Entre o outro e o eu, nada em comum.

A verdadeira alternativa, segundo Rancière, não está na polarização que o discurso hegemônico nos apresenta: “populistas contra democratas”. Para ele, o melhor remédio possível neste momento é a própria ação política, autônoma em relação aos lugares, aos tempos e à agenda estatal. Só elaborando o mal-estar (o “ódio” diz Rancière) em chaves…

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Madre Teresa, amor devoto

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Meu Deus, por livre escolha e por Teu amor, desejo permanecer aqui e fazer o que a Tua vontade exige de mim.

Não! Não voltarei atrás. A minha comunidade são os pobres.

A tua segurança é a minha. A tua saúde é a minha.
A minha casa é a casa dos pobres.

Não apenas dos pobres, mas dos mais pobres dos pobres.

Daqueles de quem as pessoas já não querem se aproximar, com medo do contágio e da sujeira, porque estão cobertos de micróbios e vermes.

Daqueles que não vão rezar nos templos, porque não podem sair nus de casa.

Daqueles que já não comem porque não têm forças para comer.

Daqueles que se deixam cair pelas ruas, conscientes de que irão morrer e ao lado dos quais os vivos passam, sem lhes prestar atenção.

Daqueles que já não choram, porque se lhes esgotaram as lágrimas.

Dos intocáveis.

Madre Teresa de Calcutá

 

Madre Teresa de Calcutá (1910-1997)

Uma vida de amor dedicada à pessoas excluídas

Madre Teresa nasceu em 27 de agosto de 1910 em Skopje, Kossovo (Albânia). Veio ao mundo por uma família católica, feliz e abastada.Seu nome de batismo é Agnese Gonxha Bojaxhin. Pouco se sabe sobre sua infância. Na adolescência se destacava pela bela voz e logo se converteu na solista do coro da igreja local. Agnese (MadreTeresa) seguiu a vida de religiosa influenciada por padres da região. Freqüentou a escola estatal depois ingressou na Congregação Mariana. Desde cedo já se mostrava preocupada com a miséria material e espiritual de tanta gente. O seu sonho era o trabalho missionário junto dos pobres na Índia.

A Origem do Nome Teresa
Ingressou aos 18 anos na Ordem Nossa Senhora de Loreto. Foi para um Mosteiro em Dublin (Irlanda), e de lá enviada para India, na Cidade de Calcutá, onde vestiu o hábito, em 1928.

No dia 24 de Maio de 1931, faz a profissão religiosa, emitiu os votos temporários de pobreza, castidade e obediência tomando o nome de TERESA. Segunda ela houve na escolha deste nome uma intenção de se parecer com TERESA DE JESUS, não com a grande santa espanhola, mas com a humilde carmelita de Lisieux.

A Melhor Professora
Ainda em 1931, passou a ensinar crianças bem-nascidas ministrando aulas de História e Geografia, seguindo o lema:
Educai a classe alta, que por sua vez ensinará a vida cristã aos pobres“. De professora do Colégio de Santa Maria, da Congregação de Nossa Senhora do Loreto (Calcutá), acabou sendo nomeada diretora. Era uma educadora sempre dedicada e atenta a todos os problemas de suas alunas.

Voto Permanente:
Em 1934, faz votos perpétuos na Congregação e torna-se Diretora do setor bengali da Universidade.

O chamado de Deus

Os trens populares na Índia eram compostos de uma mistura de homens e animais amontoados, extremamente sujos e com odor desagradável. A percepção das condições subhumanas foi vital para que Madre Teresa decidisse dedicar o resto de sua vida à melhoria das condições de vida da população carente e excluída:

“Em 1946, ia de Calcutá a Darjeeling, de trem, para fazer o meu retiro… Naquele trem, aos meus trinta e seis anos, percebi no meu interior uma chamada para que renunciasse a tudo e seguisse Cristo no subúrbios, a fim de servi-lo entre os mais pobres dos pobres. Compreendi que Deus desejava isso de mim…” (Madre Teresa)

Sua luta
Quando os pobres de Calcutá morriam durante a noite pelas ruas, na manhã seguinte eram jogados no carro da limpeza como se fossem lixo. Ela não conseguia habituar-se a esse terrível espetáculo, ela não aceitava ver as pessoas morrendo de fome ou pedindo esmola pelas ruas.

Aos poucos com persistência, sua causa ganhou o apoio do Arcebispo e de sua Madre Superiora. Naturalizou-se indiana.

Após cumprir todos os tramites legais e providências jurídicas obteve a permissão para viver fora do convento.

E ao constatar que poderia cumprir a sua missão de uma forma mais objetiva decidiu largar às aulas para dedicar-se exclusivamente aos pobres, observando de perto os sofrimentos de irmãos menos abastados, os miseráveis.

Em 16 de agosto de 1948, Madre Teresa deixa o hábito de freira e abandona o Convento.

Quando viu fecharem-se as portas do conventos às suas costas experimentou um profundo sentimento de desorientação, viu-se sozinha nas ruas de Calcutá, foi tomada pela angústia, sozinha sem casa , dinheiro, trabalho sem saber onde dormir. Tinha apenas a permissão do Papa para viver temporariamente fora do convento, para fundar uma nova Congregação religiosa. Transferiu-se para Patna para fazer um curso de enfermagem, frequentou o curso durante quatro meses, onde aprendeu o que em geral se ensinam em um ano.
25 de dezembro de 1948, Madre Teresa começa oficialmente a sua nova missão a serviço dos mais pobres dentre os pobres, data que ela escolhera por ser aniversário de Cristo.

Depois de abandonado o hábito da Congregação, a Irmã Teresa comprou um sari branco, debruado de azul e colocou-lhe no ombro uma pequena cruz. Este era seu novo hábito, estava vestida como uma mullher indiana.

Começou dando escola as crianças pobres, lições de higiene e de moral. Distribuía aos pobres donativos e palavras amigas. Sua fama espalhou-se rapidamente, a ponto de ser prontamente conhecida onde quer que fosse.

Tudo no início foi muito difícil. Mas sua coragem e persistência abriam-lhe portas.

Chegando a Calcutá foi visitar uma favela que conhecia, Motijhil, para confraternizar com as mulheres e crianças no dia de Natal. Procurou um lugar para morar. Uma mulher alugou-lhe uma cabana muito pobre por cinco rupias por mes. Aquela foi a sua primeira casa. Na manhã seguinte já se ouvia a voz de Madre Teresa ensinando a cinco crianças as primeiras letras do alfabeto bengali. No quarto não havia móveis nem quadro negro. Com uma varinha a Madre escrevia as letras no chão de terra.

Até poucos meses antes Madre Teresa era a diretora da célebre High School ao lado da favela onde ela se encontrava agora.
E assim tudo começou. Com a ajuda de ex-alunas indianas, de famílias abastadas, passou a recolher mendigos, doentes, crianças abandonadas, drogados, alcoolatras, velhinhos, leprosos e a recuperar ex-presidiários.

Como Surgiu as Missionárias da Caridade

Em l950 foi fundada a Ordem das Missionárias da Caridade.

Mas uma outra benção de Deus foram as vocações que começaram a surgir precisamente entre as suas antigas alunas. A primeira foi Shubashini Das. Era uma linda jovem, dotada de bastante inteligência, filha de uma boa família. A Ordem das Missionárias da Caridade possui hoje mais 4.500 freiras e está em 133 países.

Cuidando dos moribundos
Em 1952 Madre Teresa funda a sua primeira grande obra social em Nirmal Hriday a “Casa dos Moribundos”. O primeiro trabalho com os doentes e moribundos recolhidos na rua era lavar-lhes o rosto e o corpo. A maior parte deles nem sabia o que era sabão e a espuma.

Nós queremos que eles saibam que há pessoas que os amam verdadeiramente. Aqui eles encontram a sua dignidade de homens e morrem num silêncio impressionante… Deus ama o silêncio.” (Madre Teresa)

Os pobres não merecem só que os sirvamos, merecem também a alegria e as Irmãs oferecem-na em abundância.” (Madre Teresa)

O Reconhecimento do Vaticano
A Congregação de Madre Teresa, foi aprovada pela Santa Sé em 7 de outubro de 1950. A obra de Madre Teresa cresceu rapidamente. Não trazia esquemas pré-fabricados. O ritmo e as iniciativas eram marcadas pelo inesperado de cada dia.

A Casa do Moribundo
No ano de 1952 andado pela rua avistou uma mulher agonizando no meio de escombros, roída pelos ratos e pelas formigas. Madre Teresa Recolheu-a e levou-a ao hospital mais próximo. Quando viram aquele semi-cadáver responderam a Madre Teresa que não havia lugar para atendê-la. Então Madre Tereza disse:
– Dêem-me um local que eu encarrego-me de tratar dos moribundos.

Deram-lhe duas grandes salas de um edifício anexo ao templo da deusa Kali denominado “Casa do Peregrino”. A Freira mudou o nome para “Casa do Moribundo.”

Até o Sacerdote de Kali, vê a santidade em Madre Teresa
Os bonzos não aceitam uma mulher católica junto ao templo da deusa Kali. Isto para eles era um profanação. Resolveram espiar todos os movimentos da religiosa afim de encontrar uma maneira de se desfazer dela. Tendo conhecimento deste plano, Madre Teresa apresentou-se ao sacerdote de Kali e disse-lhe:

– Se querem matar-me, matem-me agora mesmo, mas não façam mal aos meus pobres moribundos.

Ele ficou surpreendido com a atitude valorosa desta mulher que veio confirmar as boas informações já dadas pelos espiões:
– Observei com todo o cuidado a ação daquela mulher e a minha impressão foi de que, ao olhar para ela, me pareceu ver a própria deusa Kali em ação. Não façais, portanto, mal a essa mulher. (Sacerdote do templo de Kali)

Os sacerdotes da deusa Kali nunca deixaram de demonstrar-nos a sua amizade e até de dar-nos a sua colaboração, em muitos casos…” (Madre Teresa)

De Calcutá para o Mundo
Em 1 de fevereiro de 1965, A congregação ganha status de ordem pela Santa Sé. Logo se estende por toda a Índia. Em 1965, é fundada a primeira casa na América Latina, em Venezuela, na arquidiocese de barquisimeto.
Em 1967, abre outra casa em Roma, por desejo expresso de Paulo VI; mais adiante, João Paulo II entrega-lhe de presente uma casa dentro do próprio Vaticano.

A partir de 22 de Agosto de 1968 a Congregação estende-se por outras regiões: Ceilão, Itália, Austrália, Bangladesh, Ilhas Maurícias, Peru, Canadá, etc. Anos depois as Missionárias da Caridade abrem a sua primeira casa em Londres e fixam aí o aspirantado e noviciado para a Europa e América. Em 1973, abre uma casa em gaza, na Palestina. Abriu uma casa em Berlim oriental e na Rússia e em Cuba, época em que foi recebida por Mikhail Gorbachov.

Prêmios e condecorações
No dia 17 de outubro de 1979, recebe em Oslo o Prêmio Nobel da Paz por dedicar 69 anos de sua vida aos pobres e desamparados, quando declarou que “a pior enfermidade de nossos dias não é a lepra ou a tuberculose, mas a falta de afeto”. Ainda em 1979, João Paulo II recebe-a em audiência privada concede-lhe o cargo de melhor “embaixadora” do Papa em todas as nações, fóruns e assembléias do universo.

Em setembro de 1971 recebe em Boston nos E. Unidos o “Prêmio Bom samaritano’. Em 25 de janeiro de 1980: recebe o maior prêmio indiano, o “Bhjarat Ratna” (Jóia da India). Em 28 de Junho de 1980, Skoplje nomeia-a “Cidadã Ilustre”. Muitas universidades lhe conferiram o título “Honoris Causa”. E ainda em 1980, recebe a Ordem “Distinguished Public Service Award” nos EUA. Em 1985 recebe do Presidente Reagan, na Casa Branca, a Medalha presidencial da Liberdade a mais alta condecoração do país mais poderoso da terra. Em agosto de 1987, vai à União Soviética e é condecorada com a Medalha de ouro do Comitê soviético da Paz

Sua saúde
Em setembro de 1989, sofre o seu segundo ataque do coração mas recupera-se e retoma o seu trabalho com mais ardor e vigor do que antes, apesar do marcapasso.

O Encontro com Deus
Madre Tereza nos deixou aos 87 anos, vítima de problemas cardíacos, em 05 setembro de 1997, ao lados de pessoas que sempre cuidou. Não foi escritora nem oradora; “não sou uma intelectual nem polemista”.

Assim ela se definiu: “Sou albanesa de nascimento. Agora sou cidadã indiana. Sou também freira católica. Em meu trabalho pertenço a mundo inteiro. Mas em meu coração pertenço a Cristo”.

Uma fila de quilômetros formou-se durante dias a fio, diante da igreja de São Tomé, em Calcutá, onde o seu corpo estava sendo velado. O cardeal Ângelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano foi quem celebrou a Missa de corpo presente.

O Veículo que transportou o corpo do Mahatma Gandhi foi o mesmo utilizado para realizar o cortejo fúnebre da Mãe dos pobres.

 

Contribuição de Sandra Simone Mendes, leitora de CALOR HUMANO!

 

 

Alexander Sutherland NEILL (1888-1973)

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Alexander Sutherland NEILL (1888-1973)

Educador que ensinava apenas uma coisa: Ser sem interferir nos direitos dos outros. Sua ação se baseava no amor incondicional.

 

Por Arnaldo V. Carvalho (Fevereiro de 1999)

SÍNTESE BIOGRÁFICA

A. S. Neill nasceu em Forfar, Scotland, em 1883, O quarto de 13 crianças. Ele era filho de um mestre-escola ou “Dominie”*, a stern, homem puritano que regrava sua classe com um bastão de ferro. Nesse tempo a correia ou chicote eram comumente usados em escolas na Escócia, e quando Neill tinha 15 anos e foi tomado como aspirante a professor por seu pai, ele já esperava para usar esse recurso em outras crianças.

Com 25 anos, Neill foi para a Universidade de Edimburgo e se graduou em inglês. Depois disso se tornou jornalista e posteriormente diretor de uma pequena escola em Gretna Green. Foi ali que ele escreveu seu primeiro livro, A Dominie’s Log**, e começou a formar suas idéias de liberdade para crianças. Depois de um ano na escola disse:

“Eu converti uma escola rígida num playground, e adorei. Esses meninos tiveram um ano de felicidade e liberdade. Eles fizeram o que quiseram; eles cantaram suas canções enquanto produziam gráficos, eles comeram seus doces enquanto liam seus livros, eles se penduravam em meus braços qunado nós passeavamos em busca de recantos artísticos***.

Em 1917 Neill visitou a `Little Commonwealth’ de Homer Lane, a comunidade para adolescentes delinquentes, e viu o auto-governo em funcionamento. Lane era um firme acreditador da bondade inata das crianças.Ele familiarizou Neill com a “New Psychology” de Freud e mais tarde tornou-se a psicanalista de Neill. Desta forma ele introduziu Neill a dois elementos que foram essenciais à fundação de Summerhill: A reunião de auto-governo, e a importância do bem estar emocional das crianças acima do desenvolvimento acadêmico. * A tradução para “dominie” seria mestre. Foi mantida “dominie” para demonstrar que a palavra numa tradução literal relaciona-se a “dominação”.

** “O Mestre Inconsciente”

*** Neill usa a expressão “artistic corners, que não sei se queria dizer “esquinas de arte”, comuns na Europa, ou recantos com uma beleza considerada artística por ele e as crianças.

SUMMERHILL

Primeiros Anos

Summerhill foi fundado em 1921 em Hellerau, um subúrbio de Dresden, Inglaterra. Ela fez parte de uma escola internacional chamada “New Schule”. Ali havia ótimas facilidades e muito entusiasmo, bas depois de meses seguidos Neill foi progressivamente tornando-se menos satisfeito com a escola. Ele sentiu que ela era conduzida por idealistas – eles desaprovavam o fumo, foxtrots e os cinemas – enquanto ele queria que as crianças vivessem suas próprias vidas. Ele disse:

“Eu estou somente realizando a absoluta liberdade de meu esquema de educação. Eu vejo que todo extremo da compulsão é errado, que a compulsão interior é a única que vale. E se Mary ou David querem ficar a toa, então ficar a toa é a única coisa necessária a suas personalidades nesse momento. Cada momento da vida de uma criança saudável é um momento produtivo. Uma criança não tem tempo para sentar e ficar a toa. Esse comportamento é anormal, e portanto ele é necessário quando existe.”

Junto com a Senhora Neustatter (que depois se tornou sua primeira esposa), Neill mudou sua escola para Austria. A localização era idílica – no topo de uma montanha – mas o povo local, uma comunidade católica, foi hostil.
Em 1923 Neill mudou para o centro de Lyme Regis, no sul da Inglaterra, para uma casa chamada Summerhill. A escola continuou lá até 1927, quando mudou-se para a presente localidade, em Leiston no condado de Suffolk.
Neill continuou a tocar a escola – posteriormente com a ajuda de sua segunda esposa, Ena – até sua morte em 1973. Ena então seguiu até aposentar-se em 1985, quando sua filha Zoe, a corrente Diretora*, tomou a frente.

* Aqui utilizou-se o termo headteacher, que numa tradução literal significaria a cabeça ou a líder das professoras, inexistente no Brasil (Nota do autor)

Summerhill Hoje

Summerhill hoje não mudou fundamentalmente desde seu primeiro início. Ela desejavelmente poderia ser descrita da seguinte maneira:

  • Para permitir a crianças livres crescerem emocionalmente;
  • Para dar as crianças poder sobre suas próprias vidas;
  • Para dar as crianças o tempo de se desenvolverem naturalmente;
  • Para criar uma infância feliz por remover o medo e a coerção por adultos.

Summerhill tem até o presente momento setenta e cinco anos de existência. Seu sucesso em prover um feliz desenvolvimento para às crianças, e em produzir homens e mulheres felizes e equilibrados, permanece como uma contínua prova da noção de Neill que “A ausência do medo é a melhor coisa que pode acontecer a uma criança.”

 

CALOR HUMANO na vida e na obra de Neill

No tempo em que Neill era garoto, a criança era vista como um diabrete, que somente sendo devidamente “educada” poderia se tornar cidadãos respeitáveis. Na mente de Neill nunca foi assim. Ele nunca se sentiu um diabrete, e portanto não duplicou este comportamento repressor. Ao libertar-se de seus últimos condicionamentos criando Summerhill, Neill tratou de demonstrar que a essência do ser humano é de fato bondosa, e somente pôde faze-lo através de seu método próprio, onde transmitia afeto sem apego. Era prático sem ser frio. Era doce sem ser melado. Permitia-se ser humano o tempo todo, relatando suas fraquezas, e seu gosto pelas coisas simples, talvez mais que pelas intelectuais. Sua vida não era a escola; Ela integrava-se com harmonia à esta.

 

BIBLIOGRAFIA

No Brasil, A. S. Neill tem publicados os seguintes livros, todos pela Editora Ibrasa (ao invés de colocar o ano de publicação aqui no Brasil, foi colocado ao lado o ano em que o livro foi escrito):

  • Liberdade Sem Medo (1960): Muitos pensam ser o principal livro do autor. Na verdade foi o primeiro e que mais repercurssão causou no Brasil. Porém seus livros tem caráter complementar, e os mais atualizados enfocam problemáticas da educação já nos dias de hoje.
  • Liberdade, Escola, Amor e Juventude (1967)
  • Liberdade na Escola (1967)
  • Liberdade no Lar (1967)
  • Liberdade Sem Excesso (1968): O autor responde inúmeras cartas de pais e mestres que desejam saber mais sobre o sistema educacional de Summerhill
  • Minha Luta pela Liberdade no Ensino (1972)
  • Um Mestre na Encruzilhada (1975)
  • Um Mestre Contra o Mundo (1975)
  • Diário de Um Mestre-Escola

Quem é Osho?

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Rajneesh, o Osho

Osho é um mestre com um profundo conhecimento da filosofia oriental e ocidental. Os seus discursos e as suas técnicas de meditação representam uma rara oportunidade de crescimento espiritual para aqueles em busca de uma profunda transformação interior. Tom Robbins, um dos maiores escritores norte-americanos, o descreve como “o homem mais perigoso desde Jesus Cristo.” O Dalai Lama se referiu a ele como “um mestre iluminado, que está trabalhando com todas as possibilidades para ajudar a humanidade a ultrapassar uma fase difícil no desenvolvimento da consciência.”

Uma breve biografia

Osho graduou-se em Filosofia na Universidade de Sagar com honras de primeira classe. Foi professor na Universidade de Jabalpur por nove anos. Enquanto isso, ele viajou por toda a Índia dando palestras e campos de meditação.

Por mais de 35 anos, Osho trabalhou diretamente com pessoas que vieram a ele, compartilhando a sua visão do “Novo Homem” e as inspirando a experimentar uma vida baseada na meditação. Fazendo uma ponte entre as antigas verdades de épocas mais simples com a realidade atual do homem, ele criou numerosas técnicas que abriu caminhos para que os buscadores experimentassem a máxima experiência. Vendo que se precisava lidar com as complexidades da vida, ele trabalhou muito intimamente com eminentes terapeutas do ocidente para criar novas terapias baseadas na meditação.

Osho deixou o seu corpo em 19 de janeiro de 1990. Apenas algumas semanas antes, foi-lhe perguntado o que aconteceria ao seu trabalho depois que ele se fosse. Ele disse:

“A minha confiança na existência é absoluta. Se existe alguma verdade naquilo que estou dizendo, ela irá sobreviver… As pessoas que continuarem interessadas no meu trabalho, simplesmente irão carregar a tocha, mas sem impor nada a ninguém…”
“Eu permanecerei como uma fonte de inspiração para o meu povo… Eu quero que eles façam crescer, por si mesmos, qualidades como amor, ao redor do qual nenhuma igreja pode ser criada, como consciência, que não é monopólio de ninguém; como celebração, regozijo, e que permaneçam inoscentes, com os olhos de uma criança…” “Quero que o meu povo conheça a si mesmo, que não sigam as expectativas dos outros. E a maneira é ir para dentro de si.”

Milhares de discursos foram publicados em mais de 650 volumes, incluindo traduções em mais de 30 línguas, grande parte dos quais está disponível nas suas gravações originais em áudio e vídeo.

A cada ano, cerca de 10.000 pessoas viajam à Osho Commune International para participar do “Buddhafield” (o campo de energia de um Buda), onde muitas meditações, atividades criativas e programas de crescimento são oferecidos.

“Minha mensagem não é uma doutrina, não é uma filosofia. A minha mensagem é uma certa alquimia, uma ciência da transformação.”

OSHO

OSHO
A BIOGRAFIA DE UM MESTRE ILUMINADO

Osho nasceu em Kuchwada, Madhya Pradesh, Índia, em 11 de dezembro de 1931. Filho mais velho de um modesto mercador de tecidos, passou os sete primeiros anos de sua infância com seus avós, que lhe davam absoluta liberdade para fazer o que bem quisesse, apoiando suas precoces e intensas investigações sobre a verdade da vida. Desde cedo foi um espírito rebelde e independente, desafiando os dogmas religiosos, sociais e políticos, e insistindo em buscar a verdade por si mesmo, ao invés de adquirir conhecimentos e crenças impingidos por outros.

Sua intensa busca espiritual chegou a afetar sua saúde a ponto de seus pais e amigos recearem que ele não vivesse por muito tempo. Após a morte do avô, Osho foi viver com seus pais em Gadawara. Sua avó mudou-se para a mesma cidade, permanecendo como sua mais dedicada amiga até falecer em 1970, tendo se declarado discípula do neto.

Aos 21 anos de idade, no dia 21 de março de 1953, Osho tornou-se iluminado. Com sua iluminação, ele disse que sua biografia externa terminara. Nessa oportunidade comentou: “Não estou mais buscando, procurando por alguma coisa. A existência abriu todas as suas portas para mim. Nem ao menos posso dizer que pertenço à existência, porque sou simplesmente uma parte dela… Quando uma flor desabrocha, desabrocho com ela. Quando o Sol se levanta, levanto-me com ele. O ego em mim, o qual mantém as pessoas separadas, não está mais presente. Meu corpo é parte da natureza, meu ser é parte do todo. Não sou uma entidade separada.”

Osho graduou-se em Filosofia na Universidade de Sagar, com as honras de “primeiro lugar”. Na época de estudante foi campeão nacional de debates na Índia. Em 1966, depois de nove anos limitado pela função de professor de Filosofia na Universidade de Jabalpur, abandonou o cargo e passou a viajar por todo país, dando palestras, desafiando líderes religiosos ortodoxos em debates públicos, desconcertando as crenças tradicionais e chocando o “status quo”.

Em 1968, ainda com seu primeiro nome espiritual, Bhagwan Shree Rajneesh, estabeleceu-se em Bombaim, onde morou e ensinou por alguns anos. Organizou regularmente “campos de meditação”, onde introduziu a sua revolucionária Meditação Dinâmica. Em 1974 inaugura o “ashram” de Poona, e sua influência já atinge o mundo inteiro. Ao mesmo tempo, sua saúde se fragilizava seriamente.
Osho se recolhia cada vez mais à privacidade de seus aposentos, aparecendo apenas duas vezes por dia em suas palestras matinais e, à noite, em sessões de aconselhamento e iniciação.
Em maio de 1981, Osho parou de falar e iniciou uma fase de “comunhão silenciosa de coração-a-coração”, enquanto seu corpo, seriamente enfermo, com graves problemas de coluna, descansava. Tendo em vista a possibilidade de que fosse necessária uma cirurgia de emergência, Osho foi levado aos Estados Unidos. Seus discípulos americanos compraram um rancho no deserto do Oregon e convidaram-no a ir para lá, onde recuperou-se rapidamente.
Uma comuna logo estabeleceu-se ao seu redor, formando a cidade de Rajneeshpuram. Em outubro de 1984, Osho voltou a falar a pequenos grupos e, em julho de 1985, reiniciava seus discursos a milhares de buscadores, todas as manhãs.

Em setembro de 1985, a secretária pessoal de Osho deixa a comuna, repentinamente, seguida por vários membros da administração, vindo com isso à luz todo um conjunto de atos ilegais cometidos por esse grupo. Osho convidou as autoridades americanas para que procedessem a todas as investigações necessárias. Tirando proveito dessa oportunidade, as autoridades aceleraram sua luta contra a comuna.

Em 29 de outubro de 1985, Osho foi preso em Charlotte, Carolina do Norte, sem um mandado de prisão. Sua viagem de volta ao Oregon, onde seria julgado – normalmente um vôo de cinco horas – demorou oito dias. Por alguns dias ninguém soube do seu paradeiro. Em meados de novembro, seus advogados aconselharam-no a confessar-se culpado por duas das trinta e quatro “violações de imigração” das quais era acusado, para evitar que sua vida corresse maiores riscos nas garras do sistema jurídico americano. Osho concordou. Foi multado e obrigado a deixar os Estados Unidos, com retorno proibido pelos próximos cinco anos.
Deixando o país no mesmo dia, Osho voou para a Índia em avião particular, onde permaneceu em repouso nos Himalaias. Uma semana mais tarde, a comuna do Oregon resolveu dispersar-se. Nessa época, Osho enfrentou uma verdadeira “via crucis” para poder fixar-se num lugar, pois onde quer que tentasse estabelecer-se tinha sua permanência negada pelas autoridades, por visível influência do governo norte americano. Ao todo, vinte e um países o expulsaram ou negaram o visto de entrada.
Em julho de 1986 Osho voltou a Bombaim, na Índia, onde ficou hospedado por seis meses na casa de um amigo indiano. Na privacidade da casa de seu anfitrião, ele retornou aos seus discursos diários.

Em janeiro de 1987, mudou-se para o seu “ashram” em Poona, onde vivera a maior parte dos anos 70. Imediatamente após sua chegada, o chefe de polícia de Poona ordenou-lhe que deixasse a cidade, sob a alegação de que era uma “pessoa controversa” que poderia “perturbar a tranqüilidade da cidade”. Tal ordem foi revogada no mesmo dia pela Suprema Corte de Bombaim.

No seu trabalho, Osho falou praticamente sobre todos os aspectos do desenvolvimento da consciência humana. Seus discursos para discípulos e buscadores de todo o mundo foram publicados em mais de seiscentos e cinqüenta títulos e traduzidos para mais de trinta línguas.

Ele diz: “Minha mensagem não é uma doutrina, não é uma filosofia. Minha mensagem é uma certa alquimia, uma ciência da transformação; assim, somente aqueles que estão dispostos a morrer como são e a renascer em algo tão novo que agora nem podem imaginar, somente essas poucas pessoas corajosas estarão prontas a me ouvir, porque isto será perigoso. Ouvindo, você dá o primeiro passo em direção ao renascimento. Por isso, a minha mensagem não é uma simples comunicação verbal. Ela é muito mais perigosa. Ela é nada menos do que a morte e o renascimento.”

De Sigmund Freud a Chuang Tzu, de George Gurdjieff a Buda, de Jesus Cristo a Rabindranath Tagore, Osho extraiu de cada um a essência do que é significativo na busca espiritual do homem, baseando-se não apenas na compreensão intelectual, mas sim na sua própria experiência existencial.

Osho deixou seu corpo em 19 de janeiro de 1990. Algumas semanas antes dessa data, foi-lhe perguntado o que aconteceria com seu trabalho quando ele partisse. Ele disse: “Minha confiança na existência é absoluta. Se houver alguma verdade naquilo que estou dizendo, isso irá sobreviver… As pessoas que permanecerem interessadas em meu trabalho irão simplesmente carregar a tocha, mas sem impor nada a ninguém…”

A comuna que cresceu à sua volta floresce em Poona, Índia, onde milhares de discípulos e buscadores se reúnem, durante o ano inteiro, para participar das meditações e dos outros programas lá oferecidos.

FONTE:
OSHO TIMES ON LINE http://www.formaweb.com.br/oton/ e
OSHO DELIGHT: http://www.oshodelight.com/

TEILHARD DE CHARDIN (1881-1955) A Ciência do Amor Universal

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TEILHARD DE CHARDIN (1881-1955)

A Ciência do Amor Universal

https://i2.wp.com/www.the-savoisien.com/blog/public/img16/Teilhard.jpgA par de uma longa educação jesuíta, notabilizou-se como antropólogo e geólogo. A síntese final desta longa formação de gênio surpreendeu o mundo atual. A vida, para ele, é uma forma específica de uma propriedade universal da matéria cósmica. Esta está sujeita a leis que a guiaram até a evolução humana, as quais ainda atuam até a transformação e “espiritualização” completa do homem e do universo. Essa lei básica é da mesma natureza do amor. “Habitualmente – escreve ele – só consideramos do amor a sua face mais sentimental, as alegrias e as penas que nos causa. Visto, porém, na plenitude de sua realidade biológica, o amor (isto é, a afinidade de ser para ser) não é privilégio do homem. Representa uma propriedade geral da vida. Como tal, reveste todas as formas tomadas sucessivamente pela matéria.”
Dizendo de outra maneira: se não existisse o amor, a matéria jamais teria se organizado. O universo inteiro seria apenas uma espécie de poeira de átomos isolados. Mas no mundo de Chardin não há lugar para o egoísmo. Um átomo sente-se necessáriamente atraído por outro. Uma célula procura outra, até levar à construção da criatura humana, formada por bilhões de células. Nessa criatura infinitamente complexa, cada célula abdica de sua própria individualidade única do conjunto.
Para esse irresistível processo de atração, comum a todas as coisas, Chardin criou uma nova palavra: amorização. O amor humano, especialmente entre o homem e a mulher – com sua extensa escala de atrações físicas e espirituais, que vão da simpatia à embriaguez dos sentidos – é o ponto culminante do processo. (…) Para Telhard de Chardin, o amor é o que atrai os homens em sua marcha evolutiva. Chardin não traz imperativos morais, mas atrai e orienta pela alegria, júbilo e esplendor de sua visão.

Fragmento do Livro “Introdução ao Estudo da Filosofia”, de Antônio Xavier Teles